A depressão e a disfunção sexual frequentemente caminham juntas. Entender essa relação é fundamental para um tratamento eficaz e uma vida sexual saudável.
Cerca de 70% dos pacientes com depressão apresentam algum grau de alteração sexual. Isso ocorre tanto pela doença em si quanto pelos medicamentos utilizados no tratamento.
Como a depressão afeta a libido?
- Neurotransmissores: baixa de serotonina, dopamina e noradrenalina afeta o desejo e o prazer
- Fadiga: energia reduzida diminui o interesse por atividade sexual
- Autoestima: sentimentos de inutilidade e inadequação afetam a intimidade
- Anedonia: perda de prazer em atividades antes gratificantes, incluindo o sexo
- Isolamento: retraimento social afeta o vínculo com o parceiro
Os antidepressivos também afetam?
Sim. Inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) — os antidepressivos mais prescritos — podem causar:
- Redução do desejo sexual
- Dificuldade de excitação
- Atraso ou ausência de orgasmo
- Ejaculação retardada
Isso não significa que você deve parar o antidepressivo. Existem estratégias:
- Ajuste de dose ou horário do medicamento
- Troca para outro antidepressivo com menor impacto sexual (ex: bupropiona, mirtazapina)
- Adição de medicamentos adjuvantes
- Psicoterapia de casal ou sexual
Tratamento integrado em Florianópolis
Na Clínica Nova Psiquiatria, avaliamos depressão e função sexual de forma integrada. O objetivo é tratar o humor SEM sacrificar a qualidade de vida sexual.
❤️ Depressão tratável e vida sexual satisfatória não são excludentes. Com o acompanhamento correto, ambos são possíveis.
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